Posts Tagged ‘mestre’

Mestre Pastinha

Mestre Pastinha

Mestre Pastinha

Biografia

Vicente Ferreira Pastinha, mais conhecido por Mestre Pastinha, nascido em Salvador no dia 5 de abril de 1899, (posteriormente à publicação da edição de 1961 de Bahia de Todos os Santos de Jorge Amado, onde o autor diz que ele tem “mais de 70 anos”, atribuiu-se ao venerável mestre um ano de nascimento em 1889, com resistância de diversos autores) dizia não ter aprendido a Capoeira em escola, mas “com a sorte”. Afinal, foi o destino o responsável pela iniciação do pequeno Pastinha no jogo, ainda garoto. Em depoimento prestado no ano de 1967, no ‘Museu da Imagem e do Som’, Mestre Pastinha relatou a história da sua vida: “Quando eu tinha uns dez anos – eu era franzininho – um outro menino mais taludo do que eu tornou-se meu rival. Era só eu sair para a rua – ir na venda fazer compra, por exemplo – e a gente se pegava em briga. Só sei que acabava apanhando dele, sempre. Então eu ia chorar escondido de vergonha e de tristeza.” A vida iria dar ao moleque Pastinha a oportunidade de um aprendizado que marcaria todos os anos da sua longa existência.

“Um dia, da janela de sua casa, um velho africano assistiu a uma briga da gente. Vem cá, meu filho, ele me disse, vendo que eu chorava de raiva depois de apanhar. Você não pode com ele, sabe, porque ele é maior e tem mais idade. O tempo que você perde empinando raia vem aqui no meu cazuá que vou lhe ensinar coisa de muita valia. Foi isso que o velho me disse e eu fui”. Começou então a formação do mestre que dedicaria sua vida à transferência do legado da Cultura Africana a muitas gerações. Segundo ele, a partir deste momento, o aprendizado se dava a cada dia, até que aprendeu tudo. Além das técnicas, muito mais lhe foi ensinado por Benedito, o africano seu professor. “Ele costumava dizer: não provoque, menino, vai botando devagarinho ele sabedor do que você sabe (…). Na última vez que o menino me atacou fiz ele sabedor com um só golpe do que eu era capaz. E acabou-se meu rival, o menino ficou até meu amigo de admiração e respeito.”

Foi na atividade do ensino da Capoeira que Pastinha se distinguiu. Ao longo dos anos, a competência maior foi demonstrada no seu talento como pensador sobre o jogo da Capoeira e na capacidade de comunicar-se. Os conceitos do mestre Pastinha formaram seguidores em todo Brasil. A originalidade do método de ensino, a prática do jogo enquanto expressão artística formaram uma escola que privilegia o trabalho físico e mental para que o talento se expanda em criatividade. Foi o criador da Capoeira Angola e grande incentivador da Capoeira Tradicional como os escravos jogavam.

Fundou a primeira escola de Capoeira Angola, o “Centro Esportivo de Capoeira Angola” no Brasil, no Pelourinho, na Bahia. Hoje, o local que era a sede de sua academia é um restaurante do Senai.

Entre seus alunos estão Mestres como João Grande, João Pequeno, Curió, Bola Sete (Presidente da Associação Brasileira de Capoeira Angola), entre muitos outros que ainda estão em plena atividade.

Vicente Ferreira Pastinha morreu no ano de 1981. Durante décadas dedicou-se ao ensino da Capoeira. Mesmo completamente cego, não deixava seus discípulos. E continua vivo nos capoeiras, nas rodas, nas cantigas, no jogo. “Tudo o que eu penso da Capoeira, um dia escrevi naquele quadro que está na porta da Academia. Em cima, só estas três palavras: Angola, capoeira, mãe. E embaixo, o pensamento:

“Mandinga de escravo em ânsia de liberdade, seu princípio não tem método e seu fim é inconcebível ao mais sábio capoeirista.”

 

Fonte: Wikipédia.

Anúncios

Mestre Bimba

Mestre Bimba

Mestre Bimba

Biografia

Manoel do Reis Machado, nasceu em 23 de novembro de 1900, no bairro de Engenho Velho de Brotas, em Salvador, Bahia, filho de Luis Candido Machado, famoso campeão baiano de batuque, e de Maria Martinha do Bonfim. Seu apelido resultou de aposta que sua mãe e a parteira fizeram. Quando D. Maria estava grávida achava que ia dar a luz a uma menina e a parteira achava que a criança era um menino. Então fizeram uma aposta. Quando a criança nasceu ganhou o apelido de Bimba, por ser o nome popular dado ao órgão sexual masculino na Bahia.

Sua iniciação na Capoeira se deu na Estrada das Boiadas, hoje bairro da Liberdade, em Salvador Bahia. Foi discípulo de Bentinho, um africano que era capitão da companhia de Navegação Baiana, e cujo estilo era Capoeira Angola. Mestre Bimba ensinou Capoeira Angola por mais de dez anos. Em 1932, Bimba fundou a primeira academia especializada em Capoeira. Num tempo onde ainda era proibida e reprimida.

No Engenho Velho de Brotas, bairro em que nasceu, já havia desenvolvido seu próprio método. Em 1937 a sua academia foi registrada como, Centro de Cultura Física Regional e em 1939 ensinava a “Regional” no quartel da CPOR “Centro de Preparação de Oficiais da Reserva do Exército”. Onde trabalhou por três anos.

Os métodos militares influenciaram bastante na Capoeira Regional. Os exercícios físicos, a disciplina rígida e as emboscadas na mata presentes no seu curso eram práticas tipicamente militares.

Inaugurou sua segunda academia em 1942, no Terreiro de Jesus. Por sua eficiência, seu método foi considerado o mais prático e perfeito, por isso ultrapassaram fronteiras e ficou conhecido mundialmente. Muitas personalidades da vida política e social da Bahia foram alunas de mestre Bimba.

Em 1949 foi para São Paulo com alguns Capoeiristas para enfrentarem com atletas de luta livre no Ginásio do Pacaembu. A maioria dos Capoeiristas venceu os lutadores por nocaute.

Com o intuito de divulgar a Capoeira Regional, Bimba e seus alunos começaram a realizar inúmeras apresentações pelo Brasil.
Muitas personalidades da vida política e social da Bahia foram alunas de Mestre Bimba. Atravéz de algumas delas, Bimba levou a “Capoeira Regional” até o palácio do Governo em 1953. Na época em que o general Juracy Magalhães era Interventor. Ganhou respeito e admiração da autoridade máxima do Estado e abriu caminho para uma demonstração para o Presidente da República, Getúlio Vargas.

Esta apresentação a Vargas foi fundamental para a evolução da Cultura africana em nosso país. Getúlio legalizou a Capoeira, reconheceu-a como a luta nacional brasileira e, posteriormente, oficializou sua prática atravéz do Ministério da Educação.
Mestre Bimba se apresentou pela ultima vez na Bahia, no auditório da Faculdade de Arquitetura da UFBA, em 1973 antes de seu “exílio” voluntário em Goiás.

Em 1973, Bimba despediu-se de Salvador e foi morar em Goiânia. Em 5 de fevereiro de 1974, morre no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiânia, após sofrer um derrame cerebral. As academias da Bahia ficaram fechadas durante sete dias em homenagem ao Mestre.

 

Fonte: Diversas (internet).