Nossa Graduação

Ordem de Graduação do Grupo Jogo da Vida

Nossa graduação segue de acordo com Federação Paulista de Capoeira, no total são onze graduações, e é constituída com as cores da bandeira brasileira: Verde, Amarelo, Azul e Branco.

 

Cordão Verde 01 – Cordão Verde – Aluno Batizado

Cordão Amarelo 02 – Cordão Amarelo – Aluno Graduado

Cordão Azul 03 – Cordão Azul – Aluno Graduado

Cordão Verde e Amarelo 04 – Cordão Verde e Amarelo – Aluno Intermediário

Cordão Verde e Azul 05 – Cordão Verde e Azul – Estagiário de 1º grau

Cordão Amarelo e Azul 06 – Cordão Amarelo e Azul – Estagiário de 2º grau

Cordão Verde, Amarelo e Azul 07 – Cordão Verde, Amarelo e Azul – Formado

Cordão Branco e Verde 08 – Cordão Branco e Verde – Monitor

Cordão Branco e Amarelo 09 – Cordão Branco e Amarelo – Professor

Cordão Branco e Azul 10 – Cordão Branco e Azul – Contra Mestre

Cordão Branco 11 – Cordão Branco – Mestre

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Downloads diversos

Os arquivos abaixo relacionados podem ser baixados livremente.

Aqui estão também nossa seqüência de treino e apostila Jogo da Vida.

  1. Sequência de movimentos Jogo da Vida: download
  2. Apostila Jogo da Vida para estudo: download
  3. Sequência de Bimba: download

 

Fonte: Capoeira Jogo da Vida.

Toques da Capoeira

Tipos de Toques

Os diferentes ritmos utilizados na capoeira, como tocados no berimbau, são conhecidos como toques; estes são alguns dos toques mais comumente utilizados:

  • Benguela: ouvir
  • Cavalaria: ouvir
  • São Bento Grande: ouvir
  • São Bento Pequeno: ouvir
  • Santa Maria: ouvir

 

Fonte: Diversas (Internet).

Instrumentos da Capoeira

Musicalidade

Instrumentos da Capoeira de Angola: Um berimbau gunga, um berimbau médio, um berimbau viola, dois pandeiros, um atabaque, um agogô e um reco-reco.

Instrumentos da Capoeira Regional: Um berimbau gunga, um berimbau médio, um berimbau viola, um pandeiro, um atabaque, um agogô e um reco-reco.

Obs.: A ultilização dos instrumentos, depende da filosofia de trabalho de cada grupo de capoeira. Como na maioria das escolas, os instrumentos ficam a critério dos Mestres, ou das suas tradições.

 

Agogô

Agogô

Agogô

Instrumento de origem africana, composto de um pequeno arco, uma alça de metal com um cone metálico em cada uma das pontas.

E estes cones são de tamanhos diferentes, portanto produzindo sons diferentes que também são produzidos com o auxílio de um ferrinho que é batido nos cones. Também faz parte da roda de capoeira Angola na Bahia.

 

 

Atabaque

Atabaque

Atabaque

O termo atabaque é de origem árabe, sendo aceito por unanimidade pelos arabistas atimalogistas.

O atabaque é um instrumento oriental muito antigo, sendo utilizado como recurso de comunicação e foi mais divulgado no continente Africano. Embora os africanos já conhecessem o atabaque e até tenham trazido da África alguns tipos, quando chegaram ao Brasil já o encontraram vindo por mãos portuguesas, para ser usado em festas e procissões religiosas em circunstâncias idênticas ao pandeiro e o adufe.

 

 

Berimbau

Berimbau

Berimbau

O Berimbau foi o último instrumento a fazer parte da capoeira, no final do século XIX. Hoje em dia é considerado o símbolo da capoeira por todos. Dizem que a capoeira e o Berimbau formam um casamento, ou seja, um precisa do outro para continuar existindo. O berimbau é um dos instrumentos mais antigos do mundo, originando-se a mais ou menos 15.000 anos antes de Cristo.

No continente Africano é conhecido como Berimbau de Barriga. É considerado o primeiro instrumento de percussão do mundo. Alguns historiadores escrevem que o Berimbau é derivado do arco do caçador, pois foi o som produzido pela corda do arco ao disparar a flecha que causou a invenção do nosso arco musical.

 

Pandeiro

Pandeiro

Pandeiro

Utilizado na velha Índia e Península Ibérica, na idade média, em festas de bodas, casamentos e outras cerimônias religiosas.Foi introduzido no Brasil também pelos portugueses e utilizado posteriormente em rodas de samba e pelos negros na roda de capoeira, sendo um instrumento de percussão geralmente mais agudo que o atabaque.

 

 

 

Reco-reco

Reco-reco

Reco-Reco

Reco-reco é um termo genérico dos instrumentos idiófonos que produzem som por atrito. A forma mais comum é constituída de um gomo de bambu ou uma pequena ripa de madeira com talhos transversais. A fricção de um pauzinho sobre os talhos produz um som de raspagem. Também chamado de raspador, caracaxá ou querequexé.

 

 

 

Fonte: Diversas (Internet).

Zumbi dos Palmares

Zumbi dos Palmares

Zumbi dos Palmares

Biografia

O quilombo dos Palmares (localizado na atual região de União dos Palmares, Alagoas) era uma comunidade auto-sustentável, um reino (ou república na visão de alguns) formado por escravos negros que haviam escapado das fazendas brasileiras. Ele ocupava uma área próxima ao tamanho de Portugal e situava-se onde era o interior da Bahia, hoje estado de Alagoas. Naquele momento sua população alcançava por volta de trinta mil pessoas.

Zumbi nasceu livre em Palmares, Pernambuco, no ano de 1655, mas foi capturado e entregue a um missionário português quando tinha aproximadamente seis anos. Batizado “Francisco”, Zumbi recebeu os sacramentos, aprendeu português e latim, e ajudava diariamente na celebração da missa. Apesar das tentativas de torná-lo “civilizado”, Zumbi escapou em 1670 e, com quinze anos, retornou ao seu local de origem. Zumbi se tornou conhecido pela sua destreza e astúcia na luta e já era um estrategista militar respeitável quando chegou aos vinte e poucos anos.

Por volta de 1678, o governador da Capitania de Pernambuco cansado do longo conflito com o quilombo de Palmares, se aproximou do líder de Palmares, Ganga Zumba, com uma oferta de paz. Foi oferecida a liberdade para todos os escravos fugidos se o quilombo se submetesse à autoridade da Coroa Portuguesa; a proposta foi aceita. Mas Zumbi olhava os portugueses com desconfiança. Ele se recusou a aceitar a liberdade para as pessoas do quilombo enquanto outros negros eram escravizados. Ele rejeitou a proposta do governador e desafiou a liderança de Ganga Zumba. Prometendo continuar a resistência contra a opressão portuguesa, Zumbi torna-se o novo líder do quilombo de Palmares.

Quinze anos após Zumbi ter assumido a liderança, o bandeirante paulista Domingos Jorge Velho foi chamado para organizar a invasão do quilombo. Em 6 de fevereiro de 1694 a capital de Palmares, Macaco, foi destruída e Zumbi ferido.

Apesar de ter sobrevivido, foi traído por Antonio Soares.

Zumbi é surpreendido pelo capitão Furtado de Mendonça em seu reduto (talvez a Serra Dois Irmãos).

Apunhalado, resiste, mas é morto com 20 guerreiros quase dois anos após a batalha, em 20 de novembro de 1695.

Teve a cabeça cortada, salgada e levada, com o pênis dentro da boca ao governador Melo e Castro. Em Recife, a cabeça foi exposta em praça pública, visando desmentir a crença da população sobre a lenda da imortalidade de Zumbi.

Em 14 de março de 1696 o governador de Pernambuco Caetano de Melo e Castro escreveu ao Rei: “Determinei que pusessem sua cabeça em um poste no lugar mais público desta praça, para satisfazer os ofendidos e justamente queixosos e atemorizar os negros que supersticiosamente julgavam Zumbi um imortal, para que entendessem que esta empresa acabava de todo com os Palmares”.

Zumbi é hoje, para a população brasileira, um símbolo de resistência. Em 1995, a data de sua morte foi adotada como o dia da Consciência Negra.

É também um dos nomes mais importantes da Capoeira.

Fonte: Wikipédia.

Besouro Mangangá

Besouro Mangangá

Besouro Mangangá

Biografia

A história dos grandes capoeiras vive até nossos dias, na imaginação popular e cantigas que narram suas façanhas. Em Salvador por volta de 1920 o chefe de polícia Pedrito de Azevedo Gordilho, perseguiu não só as rodas de capoeira, mas também o samba e o candomblé.

Nessa mesma época surge em Santo Amaro, Besouro Mangangá ou Besouro Cordão de Ouro, que foi um dos maiores capoeiristas da Bahia um dos mais admirados e citado em canções nas rodas de capoeira. Nascido em 1897, era filho de João Grosso e Maria Haifa, chamava-se MANOEL HENRIQUE. Aprendeu Capoeira com o escravo chamado Tio Alípio. Ganhou o apelido de Besouro (inseto de picada venenosa) devido a crença popular que dizia que quando ele arrumava alguma enrascada e o número de inimigos era grande alem do que ele poderia suportar, não sendo possível vencê-los ele se transformava em besouro e saia voando.

Sua escola de Capoeira ficava em Santo Amaro, onde fez discípulos como Cobrinha Verde que também era seu primo. Era exímio capoeira e faquista perigoso. Tinha o “corpo fechado” e não gostava de polícia. Em 1924, empregou-se de vaqueiro na fazenda de um senhor conhecido pelo nome de Dr. Zeca. Este fazendeiro tinha um filho de nome Memeu que era muito genioso. Ele teve uma discussão com Besouro, seu pai temendo por sua vida, mandou Besouro se empregar em uma usina onde tinha um amigo administrador. Mandou então uma carta para ele, pelo próprio Besouro que não sabia ler. Esta carta pedia que dessem fim nele por lá mesmo.

O administrador lendo a carta disse a Besouro, que esperasse a resposta até o dia seguinte. Besouro passou a noite em um prostíbulo e no dia seguinte foi buscar resposta. Quando chegou foi cercado por uns 40 homens os quais lhe atiraram, as balas nada lhe fizeram, mas um homem o feriu pelas costas com uma faca de tucum (madeira com resistência de ferro, alguns diziam que esta tinha poderes mágicos). Morreu aos 27 anos de idade.

Eis uma de suas façanhas narrada por seu ex-aluno Cobrinha Verde: “Certa vez estava sem trabalho e foi procurar um ganha pão. Foi a uma usina e deram-lhe trabalho. Quando foi no dia do pagamento ele sabia que o patrão tinha o hábito de chamar o trabalhador uma vez, e na segunda dizia: “quebrou para São Caetano”, que queria dizer: não recebe mais. E se o fulano reclamasse era chicoteado e ficava preso no tronco de madeira com o pescoço, os braços e as pernas no tronco por um dia e depois era mandado embora. Na hora do pagamento disse a Besouro “quebrou para São Caetano”.

Todos receberam o dinheiro menos Besouro. Besouro então invadiu a casa do homem e gritou: – “pague o dinheiro de Besouro Cordão de Ouro! Paga ou não paga!”O patrão rapidamente mandou que pagassem o dinheiro daquele homem. Besouro tomou o dinheiro e foi embora”.

Besouro também não gostava de polícia. Muitas vezes encontrava companheiros que iam presos e os tomava da mão de qualquer soldado, batia em todos, tomava-lhes as armas, levava-as até o quartel e dizia: “ta aqui, seus morcegos” e jogava as armas. Um dia ele estava em frente ao Largo da Cruz e passou um soldado. Besouro o forçou a tomar uma cachaça. O soldado saiu dali para o quartel e fez queixa ao tenente que mandou 10 soldados para prender Besouro, vivo ou morto. Chegando lá deram ordem de prisão. Besouro saiu do botequim de costas, foi para a cruz, encostou-se nela, abriu os braços e disse que não se entregava. Os soldados começaram a atirar. Besouro fingiu estar baleado e caiu, os soldados acharam que ele estava morto e se foram. Besouro então se levantou e saiu cantando.

Fonte: Diversas (Internet).

Mestre Pastinha

Mestre Pastinha

Mestre Pastinha

Biografia

Vicente Ferreira Pastinha, mais conhecido por Mestre Pastinha, nascido em Salvador no dia 5 de abril de 1899, (posteriormente à publicação da edição de 1961 de Bahia de Todos os Santos de Jorge Amado, onde o autor diz que ele tem “mais de 70 anos”, atribuiu-se ao venerável mestre um ano de nascimento em 1889, com resistância de diversos autores) dizia não ter aprendido a Capoeira em escola, mas “com a sorte”. Afinal, foi o destino o responsável pela iniciação do pequeno Pastinha no jogo, ainda garoto. Em depoimento prestado no ano de 1967, no ‘Museu da Imagem e do Som’, Mestre Pastinha relatou a história da sua vida: “Quando eu tinha uns dez anos – eu era franzininho – um outro menino mais taludo do que eu tornou-se meu rival. Era só eu sair para a rua – ir na venda fazer compra, por exemplo – e a gente se pegava em briga. Só sei que acabava apanhando dele, sempre. Então eu ia chorar escondido de vergonha e de tristeza.” A vida iria dar ao moleque Pastinha a oportunidade de um aprendizado que marcaria todos os anos da sua longa existência.

“Um dia, da janela de sua casa, um velho africano assistiu a uma briga da gente. Vem cá, meu filho, ele me disse, vendo que eu chorava de raiva depois de apanhar. Você não pode com ele, sabe, porque ele é maior e tem mais idade. O tempo que você perde empinando raia vem aqui no meu cazuá que vou lhe ensinar coisa de muita valia. Foi isso que o velho me disse e eu fui”. Começou então a formação do mestre que dedicaria sua vida à transferência do legado da Cultura Africana a muitas gerações. Segundo ele, a partir deste momento, o aprendizado se dava a cada dia, até que aprendeu tudo. Além das técnicas, muito mais lhe foi ensinado por Benedito, o africano seu professor. “Ele costumava dizer: não provoque, menino, vai botando devagarinho ele sabedor do que você sabe (…). Na última vez que o menino me atacou fiz ele sabedor com um só golpe do que eu era capaz. E acabou-se meu rival, o menino ficou até meu amigo de admiração e respeito.”

Foi na atividade do ensino da Capoeira que Pastinha se distinguiu. Ao longo dos anos, a competência maior foi demonstrada no seu talento como pensador sobre o jogo da Capoeira e na capacidade de comunicar-se. Os conceitos do mestre Pastinha formaram seguidores em todo Brasil. A originalidade do método de ensino, a prática do jogo enquanto expressão artística formaram uma escola que privilegia o trabalho físico e mental para que o talento se expanda em criatividade. Foi o criador da Capoeira Angola e grande incentivador da Capoeira Tradicional como os escravos jogavam.

Fundou a primeira escola de Capoeira Angola, o “Centro Esportivo de Capoeira Angola” no Brasil, no Pelourinho, na Bahia. Hoje, o local que era a sede de sua academia é um restaurante do Senai.

Entre seus alunos estão Mestres como João Grande, João Pequeno, Curió, Bola Sete (Presidente da Associação Brasileira de Capoeira Angola), entre muitos outros que ainda estão em plena atividade.

Vicente Ferreira Pastinha morreu no ano de 1981. Durante décadas dedicou-se ao ensino da Capoeira. Mesmo completamente cego, não deixava seus discípulos. E continua vivo nos capoeiras, nas rodas, nas cantigas, no jogo. “Tudo o que eu penso da Capoeira, um dia escrevi naquele quadro que está na porta da Academia. Em cima, só estas três palavras: Angola, capoeira, mãe. E embaixo, o pensamento:

“Mandinga de escravo em ânsia de liberdade, seu princípio não tem método e seu fim é inconcebível ao mais sábio capoeirista.”

 

Fonte: Wikipédia.